Afinal, qual a conclusão?

Por: Rachel Delduque

Apesar de o comitê ter ótimas propostas e fazer progresso, este é lento demais para se chegar a uma conclusão a tempo 

Com menos de um dia para a criação da proposta de resolução, a jornalista percebeu que os delegados continuavam com uma postura dura, acabando por desacelerar o progresso do comitê. Os documentos redigidos durante as discussões são de alta qualidade, porém, devido a posições pouco flexíveis e sobreposição do ego sobre a pauta do comitê, as discussões se tornam longas e se perdem em futilidades. 

Reconhecido que o tema do CDH é de suma importância, é inviável que os delegados, a essa altura do cronograma, se prendam a tópicos de menor grandiosidade. Em entrevista, a jornalista perguntou a algumas delegações o que elas estavam pensando sobre as discussões do comitê até agora. As respostas foram, em base, as mesmas. 

A delegação coreana disse “Nosso comitê fez muito progresso, o problema é a velocidade com que as discussões se dão”. Foi perguntado a Dinamarca, Chile e Canadá se a mudança de postura de alguma delegação aceleraria o debate, e houve um consenso. “Com certeza, nós estamos aqui pelos direitos humanos, não é momento de pensar em seu próprio ego”, alegou um deles. 

Tendo essas falas em vista, acredito que o CDH é um comitê de grande potencial e que deve abrir os olhos para que o assunto possa ser discutido com clareza. Nenhum lado está sendo beneficiado até agora.