Contradições dificultam o posicionamento das nações no CIB

Por: Eduarda Lopes

Delegações se confundem em seus discursos e continuam a perder credibilidade

Nas sessões que ocorreram no CIB nesta quinta feira (04), foram iniciadas novas discussões, fora do círculo religioso. Agora a tese se subordina ao patenteamento das pesquisas e resultados alcançados com o avanço biotecnológico mundial. O assunto primordial é se seria íntegro o pagamento pela fórmula da cura e o sigilo das pesquisas, pauta abordada anteriormente e seguido pela criação de um órgão fiscalizador para a garantia da transparência. Desta forma, é visível a contradição entre as decisões tomadas e o caminho que as discussões estão tomando. 

A contradição é visível principalmente em diversos discursos, em destaque a colocação vaticana: “Não devemos individualizar teorias científicas, elas devem ser de domínio mundial.”, mas que em contrapartida se envolveu um em escândalo de clonagem, considerada criminosa, antiética e desenvolvida sigilosamente. Com isso, é visível ser mais justo e ético o patenteamento das descobertas e reconhecimento dos cientistas, que também dependem de sua imagem para credibilidade mundial. Direito negligenciado ao cientista que clonou o primeiro mamífero, no qual apesar de ser considerada uma prática aética atualmente. Foi um grande avanço biotecnológico para a época. 

Em virtude do que foi dito, perigos mundiais e acima do interesse capitalista na patenteação para a conservação do genoma cedido voluntariamente, juntamente com sua identidade, reconhecimento do esforço individual e ao final do longo processo de pesquisa, o prestígio através da descoberta. Ou a opção da liberação sem filtro dos resultados, ofuscando figuras principais do processo, o pesquisador e seu crédito em conjunto ao produto final.