Base curricular brasileira é questionada no CNE

Por: Melanie Glattstein

Nesta quarta-feira, dia 3 de julho, deu-se continuidade aos debates do Conselho Nacional de Educação, o CNE, sobre os rumos da educação brasileira, com enfoque na Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

De modo a priorizar a identidade estadual e a vivência dos próprios alunos, visando maior efetividade e absorção do conteúdo, o conselheiro Mozart Neves Ramos, baseando-se na ideologia do Patrono da Educação brasileira, o educador e filósofo Paulo Freire, propôs a revisão das imposições da BNCC. Esta define o conjunto de conteúdos obrigatórios aprendidos nos ensinos infantil e fundamental, compondo 60% do currículo, sendo os outros 40% eleitos por instituições regionais/locais.

O conselheiro Gersem José dos Santos Luciano, ex-Secretário Municipal de Educação no Amazonas, reiterou a falta do órgão em vários estados, e a existência de particularidades e metodologias entre as instituições de ensino, afirmando: “padronizar a base curricular é muito nocivo para essa diversidade de escolas”. Este crê ainda que estabelecer uma grade regional/municipal possa prejudicar cidades de um mesmo estado, em razão de suas discrepâncias socioculturais.

Os conselheiros discorreram sobre a unidade nacional, da qual a Base é uma das principais responsáveis, visto às diferenças sociais, culturais e étnicas presentes na extensão do território brasileiro, este que possui área continental e grandes disparidades quanto ao seu desenvolvimento econômico, tecnológico e industrial. Entre as minorias étnicas e nativas destacam-se os indígenas e quilombolas, possuindo comunidades fragmentadas pelo País.