Crise com demora e enrolação

Por: Carlos Akio Yonamine

Delegações do CPCJC demonstram falta de agilidade e descompromisso diante de interferência nas eleições colombianas

Após o início da sexta sessão, a CPCJC foi surpreendida por uma crise com a divulgação de uma notícia veiculada pelo The New York Times e de um documento pelo Wikileaks, com a presença de Edward Snowden realizando a leitura do arquivo.
A notícia tratou da venda de documentos da National Security Agency (NSA), órgão de inteligência, a empresas de marketing digital, por parte de um agente de alto escalão. Tal infração resultou em interferências em processos eleitorais como o da Colômbia, 2018, em que houve a completa inversão de índices de “intenção eleitoral”.
Em complemento, o arquivo da Wikileaks revelava, em suma, conhecimento por parte do governo norte americano em relação à interferência nas eleições colombianas.
Apesar da limitada disponibilidade de tempo, as delegações priorizaram a prevenção de futuras intervenções eleitorais em detrimento da resolução da problemática, relacionada à possibilidade de manipulação eleitoral. Ao fim, após a excessiva demora, recomendaram o julgamento do caso pelos Estados Unidos e pela Colômbia acompanhado por uma declaração oficial. Sobre o ocorrido, à população, bem como a convocação de uma consulta popular.

Ainda que o comitê tenha chegado a uma resolução, a falta de dinamismo comprometeu a elaboração de uma proposta, a qual foi apresentada durante os minutos finais da 6ª sessão