Estagiários: estudantes e profissionais

Por: Melanie Glattstein

A sessão do Conselho Nacional de Educação (CNE) desta quinta-feira (4) colocou em debate a questão dos professores no ambiente escolar, correspondendo ao sexto tópico da agenda do Comitê.

A comissão deu grande enfoque ao processo de aprendizagem do docente, evidenciando que as experiência práticas, como o exercício da oralidade e da didática, a elaboração de testes e a empatia são de suma importância para sua formação, visto o atual despreparo e falta de motivação dos mesmos. 

As diferentes realidades enfrentadas pelos estudantes que pretendem seguir carreira docente, seja na universidade ou durante o período de estágio, de acordo com os conselheiros, deve dar-se de maneira mais dinâmica e efetiva. Nesse contexto, surge o termo “residência pedagógica”, que corresponde a adaptações no treinamento profissional do educador, aproximando-se da relação que um aspirante a médico estabelece entre a instituição na qual estuda e o hospital no qual exerce a carreira.

Rafael Lucchesi Ramacciotti, Diretor de Operações da Confederação Nacional da Indústria – CNI, afirma que atualmente o estagiário pedagógico é vistoriado durante sua atuação, sugerindo que o mesmo, após cumprir determinado número de horas, esteja apto a lecionar em alguns casos, colocando o profissional licenciado no posto de orientador.

A aproximação física entre colégios e universidades, proposta com o intuito de materializar o conhecimento teórico acumulado e dar continuidade ao estudo prova-se logisticamente inviável, porém medidas que impulsionem o acúmulo de vivências e a troca conhecimento, tornando o estudo mais atualizado e interessante, ainda são amplamente necessárias.