Fake news eleitorais são tema central do debate no CPCJC

Por: Carlos Akio Yonamine

Órgão da ONU discute a problemática das fraudes eleitorais e dos crimes cibernéticos; fake news ganham destaque.

Nesta terça-feira (2), aconteceu a Comissão de Prevenção de Crimes e Justiça Criminal (CPCJC), em curso na Sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, as representações de diversos países e de Organizações Não Governamentais (ONGs) iniciaram a discussão tratando das fraudes eleitorais.

Definidas como uma distorção oculta do resultado da eleição de forma a privilegiar ou prejudicar um dos lados da eleição, elas ocorrem por meio de ações como divulgação de notícias falsas e compra de votos. Potencializadas pelo crescente uso de mídias sociais hospedadas na internet (como Facebook e WhatsApp), as fraudes inspiram desconfiança em relação a processos eleitorais tanto digitais (urna eletrônica) quanto analógicos (voto impresso), como ocorreu nos casos do Brasil, em 2018, com a eleição de Jair Bolsonaro, e dos Estados Unidos, em 2016, com a eleição de Donald Trump.

Em ambos os casos, constatou-se a frequente divulgação das fake news, utilizadas para afetar a imagem de um ou mais dos candidatos envolvidos no processo eleitoral. Tendo em vista a capacidade de difusão de informações falsas por meio de veículos de comunicação de massa, o comitê trata o problema com seriedade, estimulando uma profunda discussão que possibilite o combate a essa fraude em futuras votações.

Dessa forma, as delegações se mostram preocupadas em minimizar os impactos consequentes da indiscriminada disseminação de notícias cujos conteúdos possibilitem a manipulação, direta ou indireta, do apuramento eleitoral dos países, atentando-se em promover proteção em votações futuras, como a da Argentina, da Bolívia e de Cuba, todas presentes na discussão.