Nações discutem manipulação embrionária

Por: Eduarda Lopes

O constante desafio da conciliação entre religião e biotecnologia provoca divergências entre delegações e ONGs

Nessa terça (02), o Comitê Internacional de Bioética (CIB) discutiu acerca dos métodos existentes para a cura de doenças. Diversas práticas foram propostas, como o experimento em embriões, o uso de organismos geneticamente modificados ou até a terapia gênica, novidade da Engenharia Genética. 

A ANIS (Instituto de Bioética), organização de pesquisa, aponta a importância de não desperdiçar a tecnologia de manuseio de embriões: “Doenças genéticas não serão curadas apenas com terapia gênica”, ainda que contrarie o posicionamento religioso e ético de muitas nações presentes.

Paralelamente, há o debate sobre o uso de organismos geneticamente modificados como forma de “simular” o gene humano, ou ainda o uso da terapia gênica, proposto pelo Vaticano, como forma de substituir a manipulação de embriões. Tais medidas não contradizem nenhuma política ou posicionamento interno dos países em geral, impulsionando-as no comitê e reduzindo o progresso da manipulação de embriões. 

Embora o uso de humanos para pesquisas seja uma ideia fielmente refutada, a Associação Médica Mundial (WMA) e a ANIS, compactuando para o progressos das pesquisas e da Engenharia Genética, acreditam que a melhor saída, monetária e financeiramente, seja a utilização de embriões anencéfalos como solução dos diversos problemas apresentados.