“Não é apenas uma disputa de lados políticos, e sim uma crise humanitária”

Por: Oscar Nucci

Assim se pronunciou a delegada da África do Sul no começo das discussões da SPECPOL sobre a guerra no Sudão do Sul.

As primeiras sessões do Comitê Especial Político e de Descolonização (ou SPECOL) ocorreram nesta terça-feira (2), e começaram a partir do planejamento de uma agenda de tópicos a serem discutidos ao longo da semana, além de apresentarem os primeiros posicionamentos das nações.

Todas as alterações da agenda, como o desmembramento da “Questão dos civis” em vários outros subtópicos e a adição do tópico “Impunidade generalizada”, foram aceitas em consenso por todos os países e o documento foi rapidamente aprovado.

Após o término do planejamento, deu-se início aos discursos iniciais. No seu posicionamento, a Rússia disse que respeitará a soberania nacional do Sudão Sul. A Nova Zelândia, por sua vez, frisou a tragédia que esta guerra está causando. Já o Reino Unido garantiu levar tropas para o país em guerra. O Egito, forte aliado do Sudão do Sul, incentivou qualquer forma de apoio, assim como a Argentina. Alguns países africanos – como Ruanda e Uganda – se disponibilizaram a ajudar a nação sul-sudanesa, mas argumentaram que, como são países subdesenvolvidos, necessitariam de ajuda de países mais desenvolvidos.  Já a França e a China apontaram para a importância do Sudão do Sul como parceiro de negócios.

Depois dos posicionamentos iniciais, os países foram divididos em três grupos para trabalharem em propostas de resolução para o conflito: Grupo Europeu, grupo Africano e grupo euro-asiático. Ao longo da semana, os três grupos deverão achar resoluções para os tópicos apontados na agenda feita no início da sessão e, após estas resoluções, apontar um líder de cada grupo para trabalharem numa resolução final.