O sistema de ensino brasileiro: para sempre inalterado?

Por: Melanie Glattstein

Nesta terça-feira, dia 2 de julho, deram-se início às discussões no Conselho Nacional de Educação (CNE), responsável por definir os rumos da educação no Brasil

Na Agenda da reunião, decidida pela relevância dos temas entre os conselheiros, estão inclusas questões como a reforma do ensino médio, a alfabetização dos brasileiros e o desenvolvimento do ensino profissionalizante. Os conselheiros priorizaram o discurso sobre alfabetização integral infantil e métodos utilizados, alternando entre o construtivista e o fônico. No primeiro, a prática e o aprendizado por meio de experiências anteriores é a chave para a assimilação do conhecimento, já o segundo é pautado pela importância da pronúncia e, posteriormente, da leitura de cada vocábulo.

O modelo educacional finlandês, considerado o melhor do mundo, foi amplamente citado durante o debate, reconhecido mundialmente pela alta capacitação e remuneração de profissionais do ensino, interação onipresente entre alunos e professores e constante reinvenção de métodos e materiais didáticos. Para Mozart Neves Ramos, o processo de alfabetização não se limita a determinadas disciplinas, como Língua Portuguesa, mas tem continuidade na sua extensão para outras áreas do conhecimento. Como exemplifica o mesmo :” Na aula de Ciências, o professor também está apto a alfabetizar aquela criança”.

Exaltou-se também a importância do papel do educador, mediador do aprendizado, este que, segundo o Conselheiro Robson Maia Lins, deve transmitir a informação baseando-se no conhecimento pessoal de seus alunos, tornando-a atraente e adaptando-se academicamente à sua realidade.