Greve sindical generalizada na Argentina

Por: Beatrice Helena Marie Schmitke

Cumprindo com avisos feitos durante a reunião da OEA, sindicatos argentinos bloqueiam o congresso na capital Buenos Aires.

A insatisfação dos trabalhadores e a pouca relevância dada pela OEA aos avisos feitos levaram a uma greve generalizada na Argentina na última terça-feira (2), paralisando diversos setores públicos, afetando os transportes e o próprio congresso, ocupado pelos manifestantes.

Após as resoluções da OEA nas discussões em relação às medidas econômicas e sociais sugeridas contra a crise financeira, o presidente da associação trabalhista argentina, Héctor García, fez valer sua ameaça contra o governo de Macri, reunindo-se com os sindicatos para opor-se as reformas trabalhistas propostas, baseadas na flexibilização dos direitos trabalhistas em um país tomado pelo desemprego.

“O que os senhores estão fazendo aqui é um ultraje contra os trabalhadores argentinos”, afirmou García em discurso acalorado durante a reunião. Ele acusou a oposição, formada pela Bolívia, Venezuela, Paraguai e Uruguai, de ser fraca e aceitar as resoluções de países de viés direitista – tais quais Brasil e EUA – sem considerarem o efeito delas sobre os trabalhadores argentinos.

As principais pautas são o descongelamento dos preços, que nesse momento impedem a população economicamente ativa de regular seu trabalho de acordo com o mercado; e que os direitos trabalhistas sejam mantidos, ao contrário do que o comitê propõe.