OMS analisa possibilidade do patrocínio de indústrias farmacêuticas, porém enfrenta conflito

Por: Victoria Vieira Moreira

Proposta feita por algumas delegações levanta discussões quanto a sua viabilidade

A Organização Mundial de Saúde (OMS) discutiu nesta quinta-feira (04) as formas de patrocínio como incentivo às indústrias farmacêuticas e aos centros de pesquisas especializados em biomedicina. A finalidade seria a elaboração de medicamentos para o tratamento de doenças geneticamente raras.

A proposta foi feita pelas delegações da França e do Reino Unido. No entanto, houve um desacordo por parte dos diplomatas, especificamente os da República Popular da China e do Brasil.

Tais discordâncias foram sustentadas pela justificativa de não existir possibilidade dos países emergentes arcarem com custos de patrocínios de empresas privadas, tendo em vista que muitas das nações afetadas não possuem ao menos saneamento básico.

Além disso, algumas das doenças raras constatadas são consequência da falta de recursos. Um exemplo disso é o surto de Ebola, retratado pela delegação da República Democrática do Congo ao apresentar um documento de trabalho em que detalhava um caso específico de uma aldeia isolada. “Espero que esta história desperte o mínimo de senso humanitário nos senhores”, expressou a delegada.

As indústrias farmacêuticas na Europa já incluem, inclusive, leis que promovem a isenção fiscal e exclusividade de mercado por até 10 anos. Todavia, os medicamentos possuem alto custo. Esse fato torna a proposta feita pelas delegações europeias uma resolução exclusiva a seus países.