Delegados do PNUD desvalorizam movimentos sociais

Por: Marilia Fontes

Nas sessões desta quinta-feira (4), os delegados adiaram o pleito do tópico de movimentos sociais , levando a entender que é um assunto irrelevante.

É de conhecimento geral que, até quarta, foi chamada a atenção dos delegados que não estavam participando verbalmente do debate. Mas e quando todas as nações decidem deixar de lado um assunto tão importante quanto as questões de movimento sociais? Infelizmente, essa atitude foi tomada no PNUD. Os países ali presente pularam esse tópico por acharem irrelevante, como se não existissem movimentos similares em seus países.

Por outro lado, assusta quando essa posição vem dos EUA, que sempre foram contra a minoria. Além disso, a posição veio da China, nação em que foram recenseados mais de 57 mil conflitos. O mesmo ocorreu na Índia, onde tem muitos movimentos feministas. Você acha aceitável deixar para depois, senhor delegado da Índia?

Assim como os outros países, o Chile nem hesitou em abordar a temática. Vale lembrar que sua nação sofreu uma enorme onda de protestos pela educação gratuita. Devo ressaltar aqui que mais de 100 países foram às ruas lutar pelo direito climático e por medidas econômicas não poluente em 2018, o que, evidentemente, entra no assunto “Direito a cidade”, que o PNUD tanto preza.