Porque a individualidade cristã empata a progressão no CIB

Por: Eduarda Lopes

Comitê de Bioética não entra em consenso em razão do conservadorismo e restrição de nações apontadas como “ditatoriais” e “atrasadas” por delegados.

O segundo dia de discussões no Comitê de Bioética pode ser facilmente nivelado ao dia anterior. Os conteúdos abordados na notícia publicada durante a tarde de terça-feira (02),  a respeito das decisões e progresso na bioética mundial, não difere dos tópicos discutidos nesta manhã (03). Ainda que, foram apresentadas outras propostas como o uso de células suínas, fiscalização por órgãos específicos ou até mesmo haver ressalvas no documento final, as comunidades cristãs continuam mostrando-se inflexíveis e apáticas com as demais delegações e a população genericamente, que espera medidas eficazes e rápidas, tendo em vista os 17 Objetivos da ONU para a agenda 2030. 

As nações futuristas, que visam o desenvolvimento da Engenharia Genética, apresentaram diversos argumentos convenientes e reforçam ainda com referências, como dito pela delegada do Reino Unido “Vamos abrir os horizontes, as evoluções nesta área salvariam diversas vidas”, e ainda “O dever vem antes da individualidade” dito pela delegação chinesa. Sendo assim, relacionando à Agenda 30, no que diz respeito à saúde e a qualidade de vida, paz e justiça além do tópico inovação e infraestrutura, é certo a necessidade do abandono de crenças divinas e o foco na resolução da problemática.  

Seguindo este pensamento, era esperado que fossem adotadas as medidas já propostas no comitê e exposto na notícia anteriormente, em que caminhávamos para o progresso que a comunidade cristã acaba negligenciando durante todo o debate. Embora esse assunto seja uma realidade que fere a moral de nações cristãs e com isso, a ética acerca do assunto, o tópico não atinge um consenso, como também permanece estancado, prejudicando a resolução do problema e o progresso na cura de doenças. Portanto, a questão religiosa é sim pertinente na individualidade da população e nações cristãs, porém refutável a totalidade mundial.