Punição e inclusão são temas de debate no CDPD

Por: Pietro Dal Monte

Delegados e delegadas divergem sobre a ideal maneira de melhorar a acessibilidade de jovens e crianças com deficiência na educação

O primeiro dia da 12ª Conferência dos Estados Partes da Convenção sobre Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD) começou hoje, 2, com a leitura dos Documentos de Posicionamento Oficial. Junto com os primeiros discursos dos delegados, a mesa diretora pôde conhecer os interesses e posições políticas das delegações mediante o tema: acessibilidade às pessoas com deficiência na educação.

Com a alternância entre debates não-moderados e moderados, a proposta de Agenda de Trabalho foi sendo redigida. Atentos a não tangenciar o tema educação, os delegados, com o auxílio da mesa, sugeriram pautas como a inserção das pessoas com deficiência na sociedade e no ambiente escolar, esse contando com várias cláusulas que visam estruturas de proteção, inclusão e adaptação destas crianças nas escolas.

A punição de crianças e adolescentes que discriminaram ou agrediram pessoas com deficiência pela sua condição foi um dos destaques. Sugestões como palestras, conversas com os pais e até trabalho voluntário foram as mais priorizadas pelos delegados da Palestina, República Dominicana e Islândia. Entretanto, delegações como como o Egito, Índia, Reino Unido e França afirmaram que nada disso seria necessário se as instituições de ensino tomassem atitudes para prevenção do bullying e exclusão das crianças e jovens com deficiência.

As discussões e debates continuam e um novo documento é redigido pela delegação da Palestina junto aos outros delegados. Esse traz assuntos como  regulamentação dentro das escolas, com a finalidade da admissão de alunos deficientes em seu sistema, visando a integração e inclusão destes estudantes.