República Centro-Africana apela por paz

Por: Laura Siccherino

Guerra civil já afeta mais de 80% do território e é tema da sessão do Conselho de Segurança das Nações Unidas nessa terça (02)

Os delegados do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) estão colocando alguns tópicos como principais na agenda de discussão, como por exemplo o controle das milícias, objetivando o cessar-fogo, a estabilidade de governo e a estabilidade territorial. Além disso, foi sugerido o maior investimento na MINUSCA, órgão destinado à ajuda humanitária.

Marcando forte presença desde 2012, o conflito originado na República Centro-Africana teve origem em 2003, quando o  político e militar François Bozizé chegou ao poder através de uma segunda tentativa bem-sucedida de um golpe de Estado. Com o passar dos anos, formaram-se milícias armadas principalmente no Norte, onde a religião predominante é o islamismo, que eram contrárias ao governo de Bozizé e tentavam derrubá-lo.

No ano de 2007, foi assinado um acordo de paz multilateral que supriu otimismo que logo seria derrubado. Em 2010 surgiram mais grupos rebeldes, liderados pela coalizão Séléka, grupo este composto majoritariamente por muçulmanos. Em 2011, François foi reeleito por uma eleição manipulada, o que fez com que as revoltas se efervescessem ainda mais e com que surgisse um grupo contrário ao Séléka, o Anti-Balaka: composto por cristãos e animistas.