“São centros, não campos”, afirma China

Por: Rachel Delduque

  Após várias críticas vindas de diversas nações, a delegação chinesa refuta as falas, dizendo que os centros são benéficos 

   Nesta terça-feira (2 de julho), se deu início ao debate sobre os campos de reeducação política para muçulmanos da etnia uigur na província de Xinjiang, China. A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) está discutindo se a existência desses campos ferem, de alguma forma, os Direitos Humanos. Há 30 delegações presentes, além de duas ONGs. 

   Ao se apresentarem, os representantes presentes apontaram suas posições sobre o assunto, desejando boas sessões durante os próximos dias. Diversas delegações, como a turca e a suíça, criticaram fortemente os ”campos”. A China se pronunciou ativamente, afirmando que os centros de educação vocacional e treinamento são benéficos para a região e para aqueles que o frequentam.  

  “A reeducação oferecida gera empregos e possibilita que esses muçulmanos, cujos a maioria não falava mandarim, quebrem essa barreira linguística e sejam capazes de achar empregos”, afirmou um dos participantes. A delegação também apresentou vários relatos de uigures gratos pelo tempo que passaram nos campos.