CIB

Comitê Internacional de bioética

Limites Éticos da Engenharia Genética em Seres Humanos

Ensino Médio


Língua: Português

Representação: Individual

Diretoria: Julia Espindola Estela Landau Carolina Rehder Yasmin Rosa


Descrição:

Desde os anos 70, a medicina e biotecnologia têm explorado cada vez mais a possibilidade de alterar o genoma humano. Essa alteração, comumente conhecida como a Engenharia Genética, consiste em um conjunto de tecnologias, baseadas na técnica do DNA recombinante, usadas com o intuito de alterar a composição genética de um ser vivo, incluindo o isolamento, a manipulação e a transferência de genes intra e interespecíficos para produzir novos organismos. Apesar da grande revolução científica proporcionada por técnicas como clonagem, uso de células tronco, fertilização in vitro e o Projeto Genoma Humano, muito ainda se discute sobre as questões éticas por trás da manipulação genética de seres humanos. É plausível que pais possam escolher a aparência de seus futuros filhos? Ou se ele irá nascer com algum tipo de deficiência ou doença genética? É necessário discutir se é ético que seja possível pagar por um filho “perfeito”, criando uma diferenciação genética entre crianças de famílias com maior e menor poder aquisitivo. Se é ético que para se descobrir a cura de uma doença genética, sejam criados embriões em laboratórios que depois serão “descartados”. Se é ético que uma tecnologia que pode causar tantas melhorias à população global se concentre, hoje, em poucos países do Hemisfério Norte. Desse modo, cabe ao Comitê Internacional de Bioética, um importante braço da UNESCO, discutir de que modo a Engenharia Genética pode tornar a vida humana tanto digna, se apresentando como cura de diversas doenças, como indigna, representando a reprodução de inúmeros preconceitos já existentes a da lógica que mantém o acesso à tecnologias avançadas apenas nas mãos de países “desenvolvidos”.