SPECPOL

Comitê Especial Político e de Descolonização (4° Comitê da Assembleia Geral das Nações Unidas)

Guerra Civil e Instabilidade Política no Sudão do Sul

Ensino Médio


Língua: Português

Representação: Individual

Diretoria: Luísa Pepe, Luiz Guilherme Voigt, Lucas Felpi


Descrição:

Nos últimos anos, a atenção da comunidade internacional se voltou, principalmente, a conflitos armados e crises humanitárias no Oriente Médio, contudo pouco foi veiculado da atual situação do continente africano, que sofre com guerras-civis e um crescente número de refugiados. O Sudão do Sul, o país mais novo do mundo, passa por grandes complicações no que tange à sua estabilidade política, desde a independência em 2013. Mesmo antes da guerra civil, a república sul-sudanesa já sofria com conflitos internos agravadores da precária situação da nação, que não tinha capacidade de oferecer recursos básicos à sua população. Com apenas 4 hospitais em toda sua extensão e 7 milhões de pessoas ameaçadas pela fome, o Sudão do Sul não consegue se reerguer e pôr fim ao caos vivenciado desde sua criação. No final de 2018, mais uma tentativa de cessar-fogo foi implementada no território, porém o acordo foi violado horas depois de entrar em vigor, como já havia ocorrido em experiências passadas. Mais que isso, a grande ação de milícias no país colocam o povo sul-sudanês, principalmente mulheres e crianças, em quadro de perigo. Estupros coletivos, e outras formas de abuso sexual, se tornaram comuns e passam impunes: apenas recentemente, 125 mulheres foram vítimas de estupro em 10 dias em Bentiu, no norte do país, com "impunidade generalizada e premeditada". Os conflitos no território geram a segunda maior crise de refugiados do mundo, com previsões de superar a síria e tornar-se a maior, ultrapassando 3 milhões de deslocados até o final deste ano. Os migrantes partem para países próximos, como a República Centro-Africana, o Sudão e Etiópia, que também não tem estruturas sólidas o bastante para abrigá-los. Em um comitê de descolonização, peacekeeping e garantia dos direitos humanos, é essencial que sejam encontradas formas de amenizar o quadro da recém-independente nação e sua população, valorizando a vida e fortalecendo laços diplomáticos.