Delegações do AGNU não conseguem assinar a proposta de resolução

Por: Isabela Dinis

Representantes aceleram o debate o que acaba prejudicando o andamento do comitê

Durante esses quatro dias da conferência sobre Declaração Universal dos Direitos Humanos, foram notórias as dificuldades para tomar decisões. Além disso, os debates cíclicos entre as delegações foram constantes, motivados por diferenças culturais, falta de decoro e até mesmo ausência de discussão sobre algumas divergências. Assim, uma afirmação pode ser feita: infelizmente, as delegações não estão conseguindo debater de forma efetiva para chegar a um consenso sobre a declaração.

Um ato que me escandalizou foi as delegações estarem prestes a assinar o documento sem ao menos ter chegado ao consenso. Sendo assim, a Declaração poderia ser considerada inútil após sua assinatura, pois alguns países não iriam aplicar determinados tópicos em seu Estado, pelo fato de este ir de encontro a sua cultura.

Além disso, durante as discussões, notei que os países mais flexíveis por vezes não conseguiam concordar com algumas ideias dos países considerados mais extremistas. Isso pode ser negativo, afinal muitas vezes os países recém independentes deixavam passar facilmente alguns tópicos que discordavam somente para acelerar o processo das discussões, de forma inconsciente, e tentar chegar rápido a uma resolução final.